3 Filmes que vão inspirar seus dias

marly gomont

Quem aí também ama um filminho no final de semana? Eu fico muito tempo sem ir ao cinema, (sim, também acho estranho, mas quando vejo já fiquei meses, e acabo não vendo alguns filmes nas telonas, e tento me atualizar em casa tudo de uma vez. faço isso direto, tipo assistir 6 filmes em um fim de semana, daí na segunda-feira você me pergunta qual filme assisti e eu já misturei e confundi todas as histórias e personagens hahahaha mais ou menos assim) Mas prometo juntar tudo aqui direitinho pra vocês.  Aqui estão alguns filmes que assisti recentemente e que com certeza também vão inspirar os dias de vocês!

1 – BEM VINDO A MARLY GOMONT

marly gomont

O filme do diretor Julien Rambaldi conta a história do médico congolense Seyolo Zantoko – muito bem interpretado pelo  ator belga Marc Zinga – que parte para a França em busca do sonho de exercer a sua profissão. Ao contrário do que a sua esposa pensava, nada do glamour de Paris, mas sim um pequeno povoado ao norte da França, onde a maioria da população nunca havia visto um negro vivendo entre eles. Devido a este fato, Seyolo e sua família passam por diversos problemas, principalmente de adaptação ao seu novo lar.

Apesar de tratar de um tema sério, que é a discriminação racial, o filme expõe, de maneira leve e por diversas vezes até ‘divertida’, o preconceito sofrido pelos protagonistas do filme. (não diminuindo a seriedade do assunto). Esta abordagem diferente, faz com que possamos refletir sobre o tema sem que seja necessário uma apresentação de forma dura, como costumamos ver em filmes que tratam deste tema. Tanto que o filme está classificado como uma comédia e não drama, mesmo que em alguns momentos fique evidente que ambos gêneros estão presentes.

O filme é ambientado inteiramente nos anos 70, a não ser em dois momentos: inicial e final. E é aí que entra uma das melhores qualidades do longa. Os figurinos foram todos muito bem escolhidos e fazem realmente com que nos sentimos na época em que se passa a história. O cenário também é outro detalhe facilmente perceptível, que assim como os figurinos, foi muito bem explorado.

Por estar atrás de seus objetivos, o médico “leva numa boa” inúmeras das hostilidades sofridas por ele, sempre na esperança de um dia ser respeitado pelo povo da cidade. Ao contrário de sua esposa, Anne Zantoko – personagem vivida pela atriz senegalesa Aissa Maiga – que se mostra muito mais desconfortável com situação durante todo o filme. Tanto que por diversas vezes, ela reage à esses desrespeitos contra a sua família.

Por ser baseado numa história real, no encerramento do filme é contado, pela perspectiva do filho mais novo, o que aconteceu com a família Zantoko.

2 – SUSHI A LA MEXICANA

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“Sushi a La Mexicana” (East Side Sushi), foi o primeiro longa metragem escrito e dirigido por Anthony Lucero, conhecido por seus trabalhos em efeitos visuais em filmes como Star Wars Episódio II, Iron Man e Piratas do Caribe.

“Sushi a La Mexicana” conta uma história multicultural focada na cultura japonesa e na resiliência da protagonista mexicana, Juana, interpretada por Diana Elizabeth Torres. E claro, na paixão pelo Sushi. (lindo de se ver. inspirador.)

Juana, mãe solteira, mora com seu pai em Orlando e como a maioria dos latinos, a família vende frutas nas ruas. O sonho do pai é que ela se torne uma chef da culinária mexicana. Extremamente talentosa e habilidosa, a cozinheira sente-se frustrada por suas tentativas passadas, e por nunca ter conseguido uma chance de sair dos bastidores das cozinhas dos restaurantes onde trabalhou.

Ao aceitar a vaga de ajudante de cozinha em um restaurante japonês, Juana passará a conhecer e se envolver com esse universo – e aqui está a paixão do filme. Claramente um ambiente masculino, o único chef amistoso, Aki (Yutaka Takeuchi), percebe a habilidade da protagonista para cortar legumes e passa a ensiná-la o básico da comida japonesa. Perseverante, disciplinada como um bom samurai, ela quer aprender mais, quer sair das sombras e trabalhar no balcão como uma sushi chef.

No Japão tradicional, mulheres não podem fazer sushi pela temperatura mais quente das mãos, que interfere no sabor e preparo do peixe, teoria contestada por muitos sushimans ao redor do mundo. Novos tempos e as mudanças são perceptíveis. Em Tokyo existe um Restaurante comandado só por mulheres, o Nadeshiko Sushi e aqui no Brasil já é possível encontrá-las também.

Mas isso não quer dizer que a caminhada será fácil, e é esse obstáculo que trará a tona o espirito inquieto da personagem principal, com destaque nas barreiras da tradição e do preconceito, muitas vezes, expressados por clientes também.

As cenas têm diálogos consistentes e transparecem o encantamento de Juana com a culinária japonesa de forma envolvente. Uma história de garra e perseverança. O filme está disponível no Netflix. O roteiro é honesto e trata de temas como tradição, cultura, preconceito de nacionalidade e gênero, com graça e sem desperdício de cenas apetitosas.

3 – ADVANCED STYLE

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Não há limite de idade quando o assunto é autenticidade. Sentir-se bem é uma questão de aceitar-se do jeito que se é, dando valor à criação e ao cultivo da beleza interior ao longo da vida. Atributos como criatividade, bom humor, leveza e uma constante reinvenção de si mesmo revelam a maturidade de quem aprendeu a criar sua própria realidade. E sim, vestir-se pode ser considerado um ato revolucionário. Ao combinar peças de roupa com texturas diferentes, cores e acessórios de acordo com o próprio desejo, os padrões, tendências e normas ditatoriais do que pode ou não ser usado de uma só vez na mesma composição são incrivelmente subvertidos.

Ari Seth Cohen é um fotógrafo que mostra exatamente isso. Desafiador dessas normas culturais que tentam igualar conceitos de beleza e juventude, ele nivela esses conceitos no mesmo patamar, como se um dependesse do outro para existir.

Por trás de seu trabalho está uma inspiração maravilhosa: sua avó. Baseado em momentos especiais e nostálgicos vividos durante sua relação, Cohen começou a fotografar damas e cavalheiros estilosos que conhecia nas ruas, compartilhando suas fotos em seu blog Advanced Style, por volta de 2007.

Desde então, este projeto apaixonante rendeu lindos e celebrados trabalhos, como um documentário (disponível no Netflix Brasil), um livro best seller, e agora uma sequência recém lançada, chamada de Advanced Style: Older and Wiser.

Suas fotografias não se resumem a estilo, mas sim, a um estilo de vida sustentado por uma perspectiva otimista diante de um posicionamento que valoriza pessoas com bagagem e experiência de vida.

Cohen explica que seus amigos da terceira idade sempre foram empurrados para fora da sociedade, como verdadeiros fardos a serem carregados: “A sociedade faz deles indivíduos marginalizados, na tentativa de que se sintam inferiores; são essas as pessoas que largaram para lá as poções mágicas de antienvelhecimento e normas de como se vestir”.

Contra a propaganda maçante em favor da juventude eterna, essas pessoas exteriorizam um lado radiante, escolhendo a parte mais corajosa e arrojada de sua subjetividade, satisfazendo os próprios gostos e sendo fieis a como realmente se sentem por dentro.

O resultado é simplesmente deslumbrante e encantador. Suas roupas vão de ostentações divertidíssimas a despreocupações escandalosas, ao mesmo tempo em que transparecem suavidade e elegância na medida do desejo de cada um, afinal, a única regra aqui é ser feliz!

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